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Os três homens responsáveis pela agressão ao rubro-negro André Eliton Fernandes, de 38 anos, já estão presos no Centro de Detenção Provisória da Papuda, em Brasília.
Genivaldo da Silva, que segundo a Polícia Civil é presidente da facção Independente, Moisés Oliveira Paulino e Ricardo Alves Maia aguardarão, em regime fechado, a instrução do processo judicial.
Autuados na 5ª Delegacia de Polícia, os três foram acusados do crime de lesão corporal grave, que prevê detenção de até cinco anos. O torcedor do Flamengo se recupera de uma cirurgia na mandíbula.
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– Não posso saber qual será a decisão judicial, mas é mais provável que o julgamento ocorra em Brasília, e não em São Paulo – disse ao LANCENET! Hilda Ferreira, coronel e comandante do Comando de Policiamento Regional Metropolitano.
A oficial defendeu a ação policial e disse que a situação foi contornada com a chegada de policiais que portavam armas não-letais e do regimento da cavalaria. Hilda Ferreira disse que o policial que estava mais perto do crime não poderia agir, visto que estava de posse de arma letal.
– Eles pegaram barras de ferro e forçaram o gradil. As imagens mostram que eles partiram para cima do outro rapaz de maneira deliberada. É a primeira vez que algo desta natureza acontece desde que o estádio foi reinaugurado – disse.
Além da autuação por crime de lesão corporal grave, os são-paulinos podem sofrer sanções previstas pelo Estatuto do Torcedor. Um dos itens do artigo 13 destaca como comportamento obrigatório dos frequentadores de eventos esportivos ‘não incitar e não praticar atos de violência no estádio, qualquer que seja a sua natureza’.
– Mesmo que eles sejam condenados pelo crime de lesão corporal, o banimento dos estádios também poderia ser imputado a eles, e o cumprimento desta sanção passaria a contar a partir do momento em que pagas sem a outra condenação – disse o diretor do Departamento de Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério do Esporte, Paulo Castilho.